
FC PORTO 5 - 1 Boavista
(Tiago Silva, 2 , Rui Pedro, 2 e Edson)
Campeonato Nacional de Juniores A, no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, a partir das 16 horas.
"FICHA:
FC Porto: Ventura; Tiago Moreira, André Pinto, Bura e Hugo; Edson, Fredson e Castro; Candeias (Ukra, 77), Tiago Silva (Roberto, 81) e Rui Pedro (Monteiro, 86).Treinador: Ilídio Vale.
Boavista: Pedro Trigueira; Pedro Carneiro, Victor Brun, Rui Rainho e Diogo Oliveira; Alex Cruz, Diogo Nóbrega e Pedro Moreira; Hugo Silva (Renato Valente, 83), Jaime Machado (Tiago Magalhães, 61) e Ivan Santos (Julien Santos, 64). Treinador: Mário Moinhos.
Árbitro: Pedro Estrela. Jogo disputado no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival. Ao intervalo: 1-1. Marcadores: D. Nóbrega (28), Tiago Silva (32 e 50), Edson (58) e Rui Pedro (62 e 74). Cartão amarelo: D. Nóbrega (1).
«DRAGÃO» DEMOLIDOR
Tiago Silva bisou e virou o resultado, Rui Pedro bisou e consumou a goleada – de premeio Edson também fez o gosto ao pé – do FC Porto sobre o Boavista (5-1), que ainda esteve a vencer quatro minutos. O FC Porto lidera, a par do Sporting (venceu o Benfica, por 1-0), a fase final do Nacional de Juniores, depois da goleada de ontem sobre o Boavista, por 5-1.
Depois de uma primeira pa rte em que o Boavista logrou equilibrar a contenda, conseguindo mesmo adiantar-se no marcador, o FC Porto, a partir do momento em que ficou em desvantagem, arrancou para uma exibição que redundaria na goleada final de 5-1.
Os «dragões» entraram no jogo algo ansiosos e sentiram algumas dificuldades em impor o seu futebol mais ofensivo, esbarrando sempre na bem montada estrutura defensiva dos «axadrezados».
O jogo arrancou equilibrado, se bem que os portistas tentavam tomar conta das operações, sem, porém, o conseguirem de forma evidente.
Os «dragões» sofreram mesmo um duro revés, quando , à passagem do minuto 28, Diogo Nóbrega aproveitou da melhor forma um mau alívio da defensiva portista, desferindo um forte e colocado remate de fora da área, inaugurando o marcador.
O golo «axadrezado» surgiu um pouco contra a corrente de jogo, pois era o FC Porto quem tentava tomar conta dos acontecimentos. No entanto, o golo dos visitantes teve o condão de acordar os anfitriões, que quatro minutos volvidos empataram a partida.
Canto na esquerda apontado por Fredson e Tiago Silva, mais leste do que os defensores contrários, a cabecear para a igualdade.
O intervalo chegou com o marcador em 1-1, um resultado que acabava por ser justo uma vez que nenhuma das equipas tinha conseguido claro ascendente sobre a outra.
Com a segunda parte veio o melhor período dos «azuis e brancos» e o descalabro total dos «axadrezados».
Em apenas 12 minutos, o FC Porto arrumou com a questão do vencedor do jogo, fazendo três golos que deitaram por terra qualquer veleidade do Boavista.
Aos 50 minutos, o lance do primeiro golo portista repetiu-se quase a papel químico, com Fredson a bater, desta feita um livre da direita, e Tiago Silva, novamente melhor do que os defensores contrários, a cabecear para o 2-1.
Oito minutos passado, aproveitando uma perda de bola do Boavista a meio-campo, Rui Pedro isola Edson, que contornou o guardião Pedro Trigueira, já fora da grande área, endossando a bola para a baliza deserta.Aproveitando o completo desnorte dos «axadrezados», o FC Porto dilatou, quatro minutos volvidos, ainda mais a vantagem. Novamente num lance de contra-ataque, candeias fugiu pela direita e junto à linha de fundo assistiu Rui Pedro, que teve apenas que encostar para o 4-1.
Com a questão do vencedor resolvida – os «axadrezados» não mostravam capacidade para dar a volta à situação –, era ainda o FC Porto que conseguia criar perigo. Por isso, aos 74 minutos, não foi de estranhar que alcançasse o quinto tento. Após uma carambola nos postes da baliza boavisteira, a bola sobrou para Rui Pedro que fez o 5-1, bisando também ele na partida, depois de Tiago Silva já o ter feito.-------------------------
ILÍDIO VALE FIZEMOS UMA GRANDE SEGUNDA PARTE
O treinador do FC Porto era um homem satisfeito no final da partida, ou a sua equipa não tivesse goleado e assumido a liderança da fase final de juniores.Considerando que a vitória foi fácil, porque “o FC Porto simplificou”, Ilídio vale recordou que a equipa não entrou bem, mas “fez uma grande segunda parte”.“Entrámos muito ansiosos e sofremos um grande golo, mas melhorámos muito na segunda parte”, sustentou, acrescentando: “Fizemos uma grande segunda parte. A equipa libertou-se da ansiedade e acho que eles já fizeram um jogo ao nível do que conseguem”. --------------------------
MÁRIO MOINHOS ELES PARTIRAM TODOS À NOSSA FRENTE
Mário Moinhos estava destroçado no final, pois nunca pensou sofrer tão pesada derrota...“Jogámos a primeira parte quase ao nosso nível, mas deitámos tudo a perder com as falhas nas marcações... Quem falha assim está sujeito a sofrer muitos golos”, sustentou, explicando: “Sofremos três golos de rajada e a equipa não se encontrou mais”.Moinhos sabe que a derrota “pesa na mente dos jogadores”, mas justifica: “As outras três equipas partiram todas à nossa frente, pois só na última jornada confirmámos a fase final”.--------------------------
in o Norte Desportivo
"F. C. Porto abre com goleada ao Boavista
O F. C.Porto exerceu claro domínio sobre o Boavista, chegando com naturalidade à goleada
OF. C. Porto abriu da melhor forma a Fase Final do Campeonato Nacional de Juniores A da 1.ª Divisão, impondo uma goleada, por 5-1, ao Boavista, numa partida dominada pelos azuis e brancos, que despertou o interesse dos adeptos que encheram as bancadas do Olival. Os dragões entraram muito ansiosos, o que inibiu a prestação em campo na primeira parte. Apesar disso, foram os primeiros a dar sinais de perigo, por Tiago Moreira. Aos 13 m, foi a vez de Tiago Silva tentar a sorte num remate de bicicleta. Numa altura em que os portistas atacavam mais, o Boavista inaugurou o marcador, aos 29m, por Diogo Nóbrega, num remate de fora-da-área, sem hipóteses para Ventura. O azuis e brancos não baixaram os braços e foram à procura do empate que surgiu, aos 33m, por Tiago Silva, após canto de Fredson. Na segunda parte, o F. C. Porto foi superior e, praticando um futebol mais solto, chegou com facilidade à goleada, não permitindo que os axadrezados se aproximassem com perigo da baliza de Ventura. Tiago Silva bisou, de cabeça, aos 49 m, após livre de Fredson. Aos 58 m, Edson é desmarcado por Rui Pedro, dribla Trigueira e com a baliza aberta não desperdiça e faz o 3-1. Três minutos depois, Castro isolou Candeias, pelo lado direito, que cruzou para o centro da área para o remate final de Rui Pedro. O capitão portista encerrou a contagem, aos 75m, apontado o 28.º tento no campeonato. Candeias cruzou para a área, Bura rematou ao poste e na recarga o número 10 não perdoou. Até ao final, os azuis e brancos poderiam ter dilatado a vantagem. Arbitragem fraca. "
Susana Silva in JN